Trama - Ano 2

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Trama - Ano 2

Mensagem por Narrador em Sab Jun 06, 2009 12:08 am

Seqüestro no Lago

Mais um ano letivo começava em Hogwarts. Os alunos embarcavam no Expresso naquele 1º de Setembro receosos pelos acontecimentos do ano anterior. O Profeta Diário não falava em outra coisa senão no sequestro das quatro alunas do primeiro ano da Escola, naturalmente que deturpado pela realidade alternativa de Balbo Rossa e cia. Mas os novatos tinham outros problemas com os quais se preocupar. Após uma pequena confusão no trem, eles finalmente chegavam a Hogsmeade, onde eram aguardados pelo guarda-caças, Mathew McQueen, que os conduziriam pela travessia do lago.

As crianças correram para os barquinhos amedrontadas. Como podiam colocar um troglodita desses para tomar conta de crianças? Wayne abandonou o ombro de McQueen e sobrevoou a cabeça das crianças. As retardatárias se apressaram ainda mais. Voltou para o ombro do seu dono e os dois entraram no último barco e todos começaram a navegar suavemente, quebrando a monotonia das águas.

Estavam já no meio do lago. O céu claro era convidativo. As crianças olhavam admiradas as belezas dos terrenos da escola. O estômago de Mathew roncou avisando-o que já estavam chegando e um maravilhoso banquete o aguardava. Mathew estava distraído e não notou quando lá na frente, bem no meio do lago, uma estranha movimentação começava a se formar nas águas turvas. As crianças que estavam na frente gritaram e McQueen viu que algo estava errado! Nem quando a Lula-gigante resolvia aparecer para dar um "alô" causava esse frisson todo. Wayne voou e informou a McQueen que o problema era sério! Um redemoinho se formava em pleno lago!

Os barcos começaram a serem tragados pela força das águas. Mathew sacou sua varinha e tentou repelir os barcos para longe dele, mas algo atraía as embarcações cada vez mais para baixo! Ele não tinha muito tempo! Por mais que antipatizasse com as crianças, não podia deixá-las se machucar. Ele lançou o feitiço cabeça de bolha em todas as crianças enquanto desciam, e depois em si próprio. Wayne voou para longe, abandonando seu dono. Mathew lhe enviou uma mensagem, "procure ajuda".

Quando finalmente o redemoinho acabou, estavam todos dentro do lago. As crianças pareciam em pânico, apenas algumas pareciam se divertir como se estivessem em uma aventura. A maioria delas era bruxa e estavam acostumadas a adversidades, mas as crianças trouxas tinham o pavor estampado em seus rostos. Mathew dirigiu-se a elas, tentando acalmá-las e fazer com que não dispersassem quando foi pego por trás, atingido por algo metálico e afiado. Do seu lado, dois sereianos surgiram, agarrando seus braços!

Eles foram levados à presença dos reis sereianos. Seus súditos faziam a guarda ladeando-os com tritões afiados. McQueen tentou argumentar, mas o rei fez-lhe um sinal para calar-se. Sobre a terra, a língua falada pelos sereianos é praticamente incompreensível, pois parecem ganidos e chiados agudos. Mas sob a água, suas palavras podem ser compreendidas, embora com certa dificuldade. Mathew não era um exímio entendedor da língua, mas conseguia distinguir o mínimo necessário para saber que algo estava muito errado!



O Rei tomou a palavra, mas não se dirigiu a ele, e sim às crianças. Ele parecia estar receoso quanto a uma ameaça externa. Algo como alguém infiltrado tentando fazer se passar por criança para entrar no castelo. Não podiam deixar que os erros humanos colocasse em risco a sua espécie. Para tirar a prova, sua Majestade lhes propôs um enigma, cuja resposta seria uma característica que apenas as crianças podem ter.

“Da torre mais alta me vem o pequenino som.
Crianças sem pais mantém o cenho feliz ao viverem na floresta.
Réptil ciumento procura com sua nota de único tom.
Vilão nervoso esquece do gancho e arranha a testa.”


O que aquilo poderia significar? Um sereiano pegou a primeira criança e colocou-a na frente de Suas Majestades. Ela precisava responder o enigma corretamente ou não sairia do lago! Uma após a outra elas foram interrogadas, respondendo tão baixo, que apenas o Rei e a Rainha podiam ouvir a resposta. O Rei era um sereiano de bastante idade, severo, mas a Rainha era doce e sábia, e conseguiu contornar a dureza do Rei. Mesmo errando a resposta, ela podia ver que aquelas crianças não traziam perigo e convenceu o Rei a liberá-las.

Depois que todas as crianças falaram com o Rei, McQueen foi libertado. Eles voltaram aos barcos e o Rei lançou um feitiço sobre as águas provocando um redemoinho inverso que os devolveu a superfície. Passado o choque inicial, as crianças chegaram ao castelo, e puderam apreciar a bela festa de recepção aos novos membros dessa nobre escola.

No entanto, não faziam idéia que aquele "pequeno" incidente traria consequências desastrosas.
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Relações Diplomáticas

Mensagem por Narrador em Qui Jul 23, 2009 11:47 am

Relações Diplomáticas

Às cinco da manhã do dia do Banquete de Halloween, Sir Arthur Bassington e o professor de Poções e Serêiaco, Tatsuya Fujiwara encontraram-se no Hall para uma visita aos sereianos. Havia mandado um bilhete ao professor e, satisfeito, o diretor viu que o subordinado era bastante pontual, pois já o estava esperando no Hall de entrada. O diretor ia ter uma conversa definitiva com os sereianos, e a colaboração do professor de Serêiaco seria fundamental, visto que Sir Arthur Bassington, com todos seus anos de sabedoria, jamais se deu ao desprazer de aprender tal linguagem medíocre.

_Muito me satisfaz vê-lo disposto a essa hora da manhã, obrigado por acompanhar-me. _cumprimentou o diretor com seu falso charme natural. Seguiram para o lago, caminhando quase em silêncio, ambos os homens não eram dados a conversas frívolas, o que era um ponto que agradava a Sir Arthur Bassington. Não era qualquer um que aceitaria levantar-se tão cedo, mas essa era a melhor hora para se ter com os seres aquáticos, sem falar que não teriam mexeriqueiros de plantão.

Pararam a beira do lago, e Sir Arthur Bassington bateu com sua bengala ornamentada três vezes sobre o solo. Poucos segundos depois, um sereiano apareceu, colocando sua cabeça grotesca para fora da superfície. Sir Arthur olhou para Tatsuya Fujiwara, que assentiu num sinal de compreensão. Arthur impermeabilizou seu corpo e conjurou sobre si uma cabeça de bolha para respirar debaixo d’água.

– Anarin rupidii haliranitahi, anorimelmanor. <Vamos entrar na vossa morada, abra-a para nós, por favor> – proferiu o professor ao sereiano, antes que o Diretor entrasse no Lago. E então, submergiram.

Sir Arthur Bassington não se sentia nem um pouco a vontade ali, não era seu território, muito menos seu habitat. Estava extremamente desconfortável, mas mantinha seu semblante imutável, um poço de gelo com responsabilidade e seriedade. Avançavam lentamente, nunca imaginara que aquele lago fosse tão “poluído”, cheio de algas e outras coisas estranhas. Uma delas enganchou-se em seus cabelos longos e sedosos, e a fúria passou pelos seus olhos, restando apenas uma vaga lembrança do vegetal, destruído em pedaços boiando na água turva.

Ao longe avistou uma massa gigante, deveria ser a tal falada Lula-Gigante que tanto fascínio exercia sobre alguns alunos. Minutos depois chegaram ao território deles. O ser que tomava a frente lhes abriu passagem e os deixaram diante de suas “Altezas Reais”. Sir Arthur tentou se recompor, ficando o máximo que podia em pé, embora fosse um pouco complicado. Tatsuya Fujiwara parecia mais a vontade naquele território, já deve ter feitos muitas incursões dessas no Japão. Sua postura diante do mensageiro era cheia de autoconfiança e assim se manteve diante do rei e sua rainha.

_Meus cumprimentos, majestade. Receba nosso agradecimento por essa audiência. _Arthur fez a devida pausa para que o professor fizesse a tradução, mas o rei parecia compreender a linguagem humana, pena que a recíproca não se fazia verdadeira. _ Infelizmente o que me traz aqui não é um assunto deveras agradável, e espero poder resolvê-lo da forma mais diplomática possível.

À menção do “liberdade” tomada pelos sereianos junto aos alunos de Hogwarts, Sua Majestade franziu o cenho e procurou uma posição mais confortável em seu trono. A esse sutil gesto, seus guardas pessoais avançaram com suas lanças em riste, mas o soberano os conteve.

Falava algo que aos ouvidos de Sir Arthur eram incompreensíveis, tal qual abelhas dentro d’água.

– Padatt erena uurike kasuogo mirtu mak airuherin. Wa faiiari enin garahaki amarennari! Hasa gilita nara minte mak tartarum! Hasa herin nuliti anad samattii mak dakirune, yeson padatt ereni kakarenen kayan ene sakiri nakipadan esote mak yodarherin!

“Claro!” , pensou Tatsuya, “Além do orgulho, têm mania de grandeza.” O rei usava sua a língua de seu povo para evidenciar que o seu visitante vinha sem conseguir entendê-lo diretamente. Logo pôs-se a traduzir, simultaneamente, o que dizia o sereiano-mor.

– Sabemos que coisas horríveis estão acontecendo na superfície. E o seu povo trouxe a desgraça ao nosso reino! Não permitiremos que isso aconteça mais! Se não pode ver que fizemos aquilo por bem, só podemos supor que criatura horrível és, por acobertar a desgraça!

Aquilo era uma afronta! Tantos anos de convívio pacifico seriam destruídos em segundos!
Sir Arthur moveu-se para frente no que em terra firme seria um passo de aproximação, ignorando o perigo dos guardas, dirigindo-se diretamente ao Rei:
_ Os assuntos de Hogwarts nunca interferiram no seu reino, e jamais interferirão. Esse Tratado de Convívio com as Criaturas Mágicas está selado e inviolado há décadas, não seria agora que seria rompido! Uma atitude agressiva como essa é imoral e arbitrária! Qualquer interferência, por menor que seja, vinda da parte de seu povo, que for notada em relação a qualquer ser humano residente desse castelo será reconhecida como afronta direta ao povo bruxo e quebra do Tratado de Convívio, logo, passível de retaliação! Será triste e degradante ver um reino desses ruir devido a ganância de um rei! _Sir Bassington não media suas palavras, o que fez com que a cor escamosa da pele do Rei dos Sereianos se alterasse. Fujiwara encontrava-se no meio de um impasse, pois fora ali como intérprete e tornara-se, aos olhos dos sereianos, cúmplice daquela descortesia abissal.

_Que Vossa Alteza não veja isso como ameaça _continuou_ mas como um alerta. Ainda estamos dispostos a diplomacia, mas ela é tão frágil quanto uma alga ao sol.

Mas não foi uma batalha que se seguiu. Dois experientes lideres como esses sabiam o momento de se abandonar o debate das palavras para travarem o combate corpo a corpo, e esse momento ainda não era chegado. Ele apenas rebateu com um contra-alerta, ao qual a cor fugiu em definitivo do pálido rosto de Sir Bassington.

– Uren laya eratai! Annirama barahu nakattur hasa azanani garulunna.

A dureza e aspereza na voz e no tom do soberano assustaram um pouco Tatsuya Fujiwara, que dessa vez fizera a tradução somente quando o rei terminara de falar. Devido ao conteúdo, achara melhor não arriscar perder uma única palavra durante a tradução.

– Diz ele “que assim seja! Aquele que o sangue negro corre em suas veias não ficara impune.”

Dando a conversa por encerrada, ambos se retiraram da presença de Sua Majestade, novamente escoltados até a superfície.

Ao pisarem em terra firme, com um gesto, a bolha que cobria a cabeça do diretor se foi. O sol já ia alto, com certeza se aproximava das sete da manhã e logo o tumulto das crianças ocupariam os corredores do castelo.

_Professor Fujiwara, não preciso dizer que o que se passou lá em baixo é de caráter totalmente confidencial, e portanto não deverá ser mencionado de forma alguma a ninguém. Conto com seu discernimento e boa conduta. Passar bem. _e seco, sem sequer agradecer, seguiu em passos largos e rápidos ao castelo. Apesar de breve, a conversa o fizera ter muito em que pensar. O rei deixara claro seu conhecimento, e isso era um perigo extremamente grave. Precisava ficar alerta aos sinais.

– Sim, senhor. – respondeu o bruxo, curvando-se novamente. Tatsuya Fujiwara se incomodou, muito, com a falta de educação do diretor, que saiu sem esboçar qualquer prova de agradecimento, mesmo que falso. Acordar mais cedo, entrar no lago gelado, sentir aquela tensão toda e ficar sob constante vigia dos guardas do Rei foi algo realmente estressante, e passar por tudo isso sem um “Obrigado” colocava o japonês em estado de indignação profunda. Mas como fizera tudo aquilo por ordens de um superior, engoliu os sentimentos e se dirigiu para o Castelo, a fim de continuar suas tarefas diárias e, claro, limpar-se.

O diretor evitou a entrada principal, local que estaria muito movimentado pelo café da manhã, tendo que dar a volta pela cabana do guarda-caças. O homem parecia acordar cedo, pois a fumaça já saía pela chaminé da choupana, e um ruído agudo e constante se ouvia abafado. Ele cortava carne de algum animal, e jogava os pequenos pedaços em um balde. Provavelmente tratava-se da alimentação de alguma criatura, e suas mãos estavam cobertas de sangue. O cheiro do liquido quente impregnou as narinas de Arthur, não sentia aquele aroma há alguns meses. Por alguns segundos seu coração pulsou acelerado, mas conseguiu domar os impulsos e voltar a razão. Cobriu o rosto com um lenço, passou apressado pelo guarda-caças, murmurando um cumprimento, e andou o mais rápido que pode para o castelo. Algo saíra errado, muito errado....
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Batalha Sangrenta - parte 1

Mensagem por Narrador em Qui Jul 23, 2009 12:47 pm

Batalha Sangrenta



Noite de 21 de Dezembro, poucos dias antes do Natal, na noite mais longa do ano, a comunidade mágica celebra o Solstício de Inverno, e em Hogwarts esse dia fica ainda mais especial com um grande e elegante baile. Nessa noite, jovens e adultos se preparam com seus melhores vestidos e fraques para uma noite de dança e celebração, ao lado de seus pares.

O castelo se enche de encanto! Sob azevinhos, casais são surpreendidos em demonstrações de afeto! Esculturas de gelo adornam as entradas do Salão Principal, que revela toda sua amplitude sem as costumases mesas das quatro casas. Apenas uma longa mesa com um buffet farto está disposta na parede lateral esquerda, enquanto, próximo ás grandes portas de madeira, algumas mesas circulares estão reservadas para os espíritos menos dançante. Onde estaria a mesa dos professores, foi montado um palco, e a surpresa da noite seria o conjunto teen bruxo do momento.

Ao som de uma suave música ambiente, aos poucos, os primeiros casais entravam, ainda tímidos e recolhidos pelo frio que fazia. A neve castigava o castelo há algumas semanas, sem dar tréguas. Amigos se encontravam e se abraçavam, enquanto as meninas trocavam elogios sobre os vestidos das outras. Quando o salão já estava razoavelmente cheio, dois garotos surgiram no palco. Ambos usavam óculos de aro arredondado e colete cinza, igual ao uniforme da escola, e homenageavam um passado não tão distante, mas que pertenceu aos pais de alguns alunos presentes, quando uma terrível batalha foi travada entre o mundo bruxo e o maior bruxo das trevas. Eles eram "Harry And The Potters" e começaram cantando "Voldemort Can't Stop the Rock" (Voldemort não pode parar o rock) para delírio das fãs presentes!

Logo depois, a professora Mihaita Vrajitoare brindou os presentes com uma apresentação musical, que encantou até mesmo o diretor Sir Arthur Bassington, que ao final da apresentação, tirou a romena para dançar. Enquanto isso, as crianças se divertiam levitando visgos sobre a cabeça dos professores, formando casais contrafeitos.

Outros passos eram dados do lado de fora do castelo. Uma movimentação estranha era observada em torno do grande lago. Na Floresta Proibida, um outro grupo se reunia em discussões calorosas. Seus cascos batiam no duro chão de terra ecoando suas vibrações até a superfície sensível do espelho d’água do lago. “Não podemos mais aceitar isso!” , bradava um; “Essa situação já chegou ao limite!” , bradava outro. _Silêncio! , pediu aquele que parecia ser o lider dos centauros, _estamos aceitando submissos há tempos, desde que ele chegou ao castelo, mas não podemos aceitar que venha trazer perigo às criaturas da Floresta. O Rei Sereiano é de mesma opinião. Isso foi a gota d´água!

Gritos de “apoiado” e “muito bem” eram ouvidos com clamor. Os centauros, seres pacíficos e não muito sociáveis, raramente se envolviam com os assuntos humanos. Mas quando estes interferiam em sua paz, agiam sem dó nem piedade, com intuito de proteger o espírito da natureza. Um centauro mais velho e com aspecto de sábio se dirigiu ao centro da roda. _As estrelas há muito indicam o conflito iminente. Mas é preciso agir com cautela e sabedoria.

_Chega de cautela! Não podemos esperar mais! _gritou um jovem e musculoso centauro. Seus longos cabelos caiam sobre seus ombros encobrindo cicatrizes profundas. Seu espírito guerreiro contagiou a maioria dos demais, que afastaram o velho do centro da roda e fizeram pressão contra o líder.

_Muito bem! Quero que um mensageiro vá até o lago. Informe aos sereianos que iremos atacar. Outro grupo, reúna outras criaturas da floresta...

***

A valsa soava no salão, enquanto um cabisbaixo guarda-caças esquentava sua comida no fogão a lenha. Há muito Mathew McQueen se afastara das festividades da escola, parecia estar evitando uma senhorita. Mas seus ouvidos continuavam atentos. Quando a chaleira apitou com a água de seu chá fervendo, ele julgou ter ouvido algo na floresta. Wayne estava agitado em seu poleiro, batendo as asas nervoso.

McQueen pegou sua varinha e saiu da cabana. Nada parecia ter ali, mas seu coração estava acelerado! Chamou Wayne e ambos entraram na floresta. Minutos depois, uma águia translúcida e prateada voou do seio da floresta e adentrou o Salão Principal, indo de encontro ao diretor Sir Arthur Bassington.

<Centauros revoltados com criatura na floresta. Parece ser um lobisomem. Estão indo em direção ao castelo agora! Mande reforços!>, disse o patrono transmitindo a mensagem e desaparecendo na ar em seguida.

Infelizmente, todos que estavam próximos no recinto ouviram a mensagem e por apenas dois segundos ficaram em silêncio, quando explodiram em gritos.

_SILÊNCIO! _gritou o diretor fazendo com que todos se calassem, inclusive os instrumentos conjurados por ele no palco. _ Ninguém sai deste Salão! _A porta principal se fechou com estrondo, juntamente com todas as janelas. Sua voz era sonora e forte, seu poder se estendia por ela, deixando todos paralisados. _Professores, venham aqui!

Rapidamente, todos os professores presentes se aproximaram. _Vou a floresta proibida. Se realmente houver um lobisomem solto lá, eu o encontrarei. Mas precisamos de frentes de ataque para conter os centauros e proteger o castelo. Eskarina MacOgma, Ernest Butler e Helena Chevalier, vocês três farão a frente de batalha na orla da Floresta, evitem que qualquer coisa passem por vocês e estejam atentos caso eu os chame na Floresta. Aida Valker e [{Charlie Windsawn]] cuidem da retaguarda deles nos jardins. Gouveia e Fox sobrevoem a área e evitem ataques aéreos. Lembrem-se que os centauros são excelentes arqueiros e podem mandar aves também. Agora, Mihaita Vrajitoare, Tatsuya Fujiwara e Anna Shoronova vão em direção ao Lago, com certeza os sereianos vão atacar com o que puderem também. Fujiwara já pode conhecê-los melhor e comandará a frente. Eles não podem saber que estou na floresta sob nenhuma circunstância. Protejam o castelo e ganhem tempo enquanto resolvo isso. _os professores assentiram _ O que estão esperando? Vão!

Os dez professores saíram, tendo a porta se aberto para eles. _Agora vocês! _disse dirigindo-se aos funcionários e agentes do Ministério da Magia_ Todos os professores estarão dando o máximo de si para proteger o castelo, mas quero que fiquem aqui e mantenham a retaguarda! Elizabeth Lovelace e Katherine Kirsten fiquem no Salão com as crianças. Fiona McStarling e {Thomas Miller]] patrulhem os corredores. Lovelace estará no comando até segunda ordem.

_Alunos, este é um momento muito delicado! _disse agora elevando sua voz em direção à massa assustada_ Nossa escola está sob ataque e faremos o impossível para protegê-los. Mas precisamos da colaboração de todos vocês! Por favor, não saiam deste salão e obedeçam a seus superiores. Boa sorte a todos.

E dizendo isso, também se retirou do Salão. Seu semblante mudou assim que atravessou a porta do hall, tornando-se sério e frio. Seus olhos em contraste, estavam vermelhos e os nós de seus dedos saltavam enquanto ele apertava-os com força.

Já podia ver os professores se movimentando pelos jardins. Já longe, via o trio de ataque frontal. Arthur precisava chegar à floresta sem ser visto e encontrar o lobisomem antes que o encontrassem. Não queria subestimar a força dos centauros. Contornou todo o terreno, pegando um caminho mais longo e que passava do lado oposto à cabana do guarda-caças, já próximo a entrada das montanhas. Precisava ser silencioso e quase invisível.

Um enorme alvoroço se seguiu. Os adultos correram para fora do castelo, indo combater em seus postos. Mas a batalha também começou do lado de dentro, com uma invasão de fadas mordentes, explosivins, duendes e elfos-da-bavária! As crianças lutavam como podia, chutando gnomos, imobilizando fadas, alagando o salão principal enquanto tentavam conter o fogo dos explosivins. Em minutos, toda a beleza da festa se transformara num caos. Alunos feridos, com roupas rasgadas e cabelos revoltos, mesas derrubadas e destruídas, destroços e estilhaços se reproduziam por cada canto. Os alunos mais velhos, ao lado da srta Elizabeth Lovelace e da curandeira Katherine Kirsten tentavam organizar os alunos mais novos para retirá-los dali.

Do lado de fora, a dificuldade não era menor. Próximo a cabana do guarda-caças, um grupo de mais de vinte centauros galopavam para fora da Floresta Proibida, munidos de arcos e flechas, porretes e claves de madeira. Em seus rostos, apenas o ódio da vingança e a luta por justiça. Eram serem fortes, vigorosos e acima de tudo, determinados a proteger seu território.

À sua frente, apenas um trio de professores, Ernest Butler, Eskarina MacOgma e Helena Chevalier. Mais atrás, na retaguarda,Aida Valker e Charlie Windsawn. Sobrevoando a região, revezavam-se Manuela Gouveia e Hendrick Sollo Fox. O embate era iminente!

O centauro que estava a frente do grupo trombou contra o escudo de proteção invisível conjurado pelo professor Ernest Butler, o que o deixou mais enraivecido. De repente cinco centauros, tão robustos quanto seu líder, avançaram em direção ao inglês. Com o aumento do volume do contra-ataque, o professor percebeu que não mais conseguiria manter o escudo ativo. E quando estava prestes a proferir um feitiço de ataque, um dos centauros fechou a sua mão carnuda no pescoço de Ernest e levantou seu corpo do chão. Sua jugular se salientou e toda a face se enrubesceu drasticamente. O ar não mais chegava à cabeça. Cerrou ainda mais o punho contra a varinha e com o pouco fôlego que restava sibilou “Conjunctivitus!”. O centauro jogou o professor com força contra o chão e levou o par de mãos contra a face gritando de dor. Graças à experiência de Ernest, seu feitiço fora bem sucedido, mesmo com a varinha na perpendicular ao alvo.

Um grito infantil ganhou os ouvidos do professor. Olhou para trás e enxergou Leon Redfield, aluno primeiranista da Sonserina, deitado no chão com uma flecha cravada no peito. Viu que um de seus colegas ia em sua direção e se tranqüilizou.

Um centauro pateava o chão e girava a maça acima da cabeça preparando o ataque. Na primeira investida, Eskarina MacOgma conseguiu barrá-lo com um "Protego". Flechas voavam como pássaros velozes errando por centímetros os bruxos que se empenhavam ao máximo. Da varinha da bruxa raios vermelhos e amarelos eram disparados. Estava ficando encurralada, e não era a única. Ernest estava passando maus bocados na mão de outro ser.

E aproveitando esse momento de distração da bruxa, um dos Centauros mais jovens derrubou-a com um coice e ele caiu de costas na grama sem conseguir respirar. Parecia que seu pulmão fora arrancado de seu corpo. Ouviu risadas tão parecidas com relinchos que por um instante pensou só ver ali cavalos.

Não acreditava como seres tão sábios e belos poderiam ser tão cruéis. Eles estavam exaltados, gritavam e chamavam a todos de "Traidores" e " Profanadores". Mas que diabos eles diziam?

O tal Centauro mulato encarou Eskarina com olhos injetados, e veio outra vez em ataque. A fúria que demonstravam não poderia ser infundada. Algo de muito sério desencadeara aquilo.

Vendo a amiga em perigo, a professora Helena Chevalier gritou: - Arrêtez Maintenant! <Pare Agora!>– apontou a varinha e com toda a força dos pulmões bradou; - im-PED-i-MEN-ta – Uma luz violeta saiu da varinha da francesa e acertou o centauro que se aproximava de Esk, sem que ele fosse ferido seriamente, este fora impedido de avançar contra Esk e lançado para longe de sua amiga. Aproximou-se ofegante. – Você está bem? – com um aceno positivo de Esk, as duas avançaram.

Esk com dificuldade devido ao machucado da pancada, se arrastou para conseguir se apoiar no braço, suas costelas pareciam estar quebradas. Apontou a varinha para o dorso da criatura que vinha em sua direção.

A noite estava escura e os gritos dos combatentes preenchiam o seu negrume. Mas foi um suspiro que chamou a atenção da cigana Manuela Gouveia, que sobrevoava o combate! Suspiro esse que jamais seria capaz de ouvir se não fosse pela sua conexão com os ventos. Manuela engrenou sua vassoura para baixo, desviando-se das flechas raivosas, e entre as moitas encontrou o professor de Herbologia debruçado sobre um corpo caído. Podia ver a mancha vermelha crescendo sobre a camisa branca da criança. Manuela não sabia seu nome, pois ele ainda era um primeiranista, mas reconheceu seu perfil sonserino.

A criança estava desmaiada com uma flecha no peito e precisava de atendimento imediato. _Charlie, ele precisa de cuidados agora! Posso chegar mais rápido no castelo com a vassoura. Volte para o campo! Helena e Eskarina precisam de sua ajuda! Pegou sua varinha e, imediatamente, ordenou “Férula!”, bandagens se enrolaram em torno do peito do menino. Julgou arriscada a remoção da flecha, então, fez com que o menino levitasse apoiando suas costas sobre parte da vassoura. Contornou o céu do lado oposto da batalha para que não sofressem outro ataque e voou para o castelo, para deixar a criança sob os cuidados da enfermeira. Voltaria assim que possível. Assim pretendia, mas para sua surpresa, a situação dentro do castelo não era muito melhor.

_Es- tu -pe -FA- ssa! Seu assassino de criança! – gritou Eskarina MacOgma. A última parte dessa sentença pareceu ter mais impacto no chefe dos Centauros do que o efeito do feitiço em si. Ao se recuperar do golpe, avançou diretamente para Eskarina. Os olhos eram chamas de puro ódio, a bruxa tinha o atingido em cheio, mas não no corpo e sim na honra.

- Controle sua língua viperina, mulher humana, se deseja que ao raiar do sol ela ainda estava presa ao seu frágil corpo. Raça de profanadores! - As palavras foram atiradas com imenso desprezo e nesse momento o grande Centauro mulato fez sinal para seus companheiros. - Parem irmãos e ouçam o que essa bruxa diz de nós! Ela nos chama de assassinos de criança!

Eskarina havia se levantado com um pouco de custo devido aos ferimentos, mas não se importava com si mesma e com varinha em riste mantinha a frente do grupo e esperava outro ataque. A seu lado Charlie trouxera a noticia que a cigana Manuela acabara de levar o menino Redfield para a enfermaria. Para o alivio de dela, ele ainda estava vivo. Helena e Aida estavam com Ernest, o bruxo parecia seriamente machucado.
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Batalha Sangrenta - parte 2

Mensagem por Narrador em Qui Jul 23, 2009 12:48 pm

- E que nome deveria lhes dar? Criaturas antes julgadas sábias e preservadora da paz, mas que hoje invadem o castelo e atacam diretamente uma criança. Acredite, se o menino morrer, eu caçarei você até o último dos meus dias!

- Eu lhe digo, se há sangue de um filhote esta noite na mão de alguém, é na sua e na do chefe do seu rebanho, o profanador mor! Que raça sem coração a de vocês. Pôr uma criança na linha de frente e mandá-la atacar porque SABEM que não ferimos filhotes. O que vocês plantam, vocês colhem.

Os outros Centauros pateavam o chão e gritavam em concordância com seu líder, mais uma vez Esk viu ali apenas cavalos selvagens. A bruxa gostaria de entender quais razões as criaturas tinham para tanto rancor a ponto de travarem uma guerra aberta contra um povo que até então conviviam pacificamente.

- O que? Como vocês podem pensar que trariamos uma criança conosco? Para vê-la morrer? Estão realmente loucos! Você deixaria uma criança morrer por uma desavença mesquinha? Pois o que bate aí dentro - A bruxa aponta para o coração do centauro e depois para o seu - É o mesmo que bate aqui. Somos pessoas de fibra moral e não deixaríamos, não OUSARIAMOS deixar um inocente vir a campo de batalha. Aquele menino estupido veio só e contra nossas determinações e vai ser penalizado por isso!

Eskarina sentiu um nó na garganta, desejava do fundo de sua alma que o menino tivesse tempo para ser penalizado. A tensão entre os grupos crescia ainda mais. Ernest retomara sua posição de combate, não era de seu feitio se render.

- E o que você quer dizer com Profanadores, Profanador mor? Realmente gostaríamos de entender o que esta acontecendo aqui, pode nos dizer? Claro, se não for muito para seu cérebro e modos equinos.

Com uma risada mais de escárnio do que por graça, o Homem-meio appaloosa, aproximou-se da bruxa e encarou cada um dos humanos presentes.

- Que o filhote tenha descumprido suas ordens isso é possível e faz todo o sentido. Seu rebanho carece de força de espírito num líder. - Ele olhou para trás gargalhando e todos os outros centauros repetiram o feito. Voltando a ficar sério, pateou duas vezes o chão andando em direção à humana como se para mostrar presença continuou.

- O líder do seu rebanho é o problema. Se você não entende o que seja um profanador, acho que sua escola não ensina muita coisa útil então. Há muitas luas o profanador mor vem causado coisas ruins à floresta. Muitas por ter profanado um local muito sagrado para nós entes das matas. E agora. AGORA o gárgula trouxe um lobisomem para a nossa reserva. Nós que estávamos livres dessa praga há anos.

Eles falavam do Diretor. Estavam acusando Sir Arthur Bassington de profanar a floresta? Achavam que ele era o responsável pelo lobisomem. Isso não era possível. Eskarina conhecia o bruxo desde sua infância, ele era como um membro de sua família. Era sim, um homem rígido, mas um bom homem. Correto. Nesse momento estava embrenhado na floresta atrás do metaformo. Ou ao menos fora o que disse a todos quando saiu do castelo.

- Nossa escola é a melhor! Temos problemas como todas as instituições, contudo sempre procuramos fazer o melhor por nossas crianças e funcionários, fomos alvos de muitos ataques, de difamações e não ache que isso esta esquecido, estamos procurando os culpados e agora mesmo o diretor esta caçando esse monstro que surgiu, como fez das outras vezes, como fizemos sempre.

- Eu só vejo duas possibilidades na minha frente e na minha frente só vejo vocês. Ou vocês são muito burros ou então os filhotes de sua manada não são as criaturas mais inocentes sob aqueles muros. Em quaisquer situação não há muito o que se possa fazer aqui. Vocês são como galhos no meio do vendaval. No máximo que conseguem é girar e machucar levemente alguém. Vão receber o benefício da dúvida.

- Entretanto, fiquem atentos, o diretor não é quem ele parece ser. Vocês têm a sua trégua, nós, o que fazer. Vamos seguir o lobisomem e se o diretor estiver lá, como vocês disseram, melhor para nós. Esse encontro não será o último. Por hora nós os deixaremos mas não se iludam, nossos olhos estarão sobre o castelo.

Entre o bando dos Centauros, um deles que parecia ser o segundo em comando, pegou uma trompa feita de marfim ricamente decorada com símbolos que Esk não conseguiu distinguir apenas sob o luar. Ao soprar o instrumento, o som que ele produziu era forte e grave mas ao mesmo tempo irradiava paz. Essa foi a deixa para que o bando saísse trotando rápido para o coração da Floresta.

Antes de sumirem de vez, o Centauro mulato olhou para Eskarina e seus companheiros e meneou a cabeça como sinal de acordo. A trégua estava selada, só não sabiam até quando.

Eskarina foi até Ernest e o abraçou. Ela tremia, estava com medo. Não medo do que enfrentaram ali, mas sim do que encontraria no castelo. Em seu coração, a agonia por noticias de seus alunos era causticante.
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Batalha Sangrenta - parte 3

Mensagem por Narrador em Qui Jul 23, 2009 12:49 pm

Enquanto isso no lago, Tatsuya Fujiwara tomava a frente da batalha:

– Os sereianos não podem fazer muita coisa fora d’água! Eles devem usar o grito pra nos distrair e irritar, e devem jogar coisas contra a gente, provavelmente venenosas! Vão incitar criaturas a sair da água e atacar de perto, inclusive a lula gigante! – gritava ele enquanto corriam. – Preparem-se para se proteger de projéteis e Protego! – uma remessa de pedras voava em direção ao trio.

Quando chegavam mais perto do lago, viram várias criaturinhas saindo da água, e as cabeças de sereianos furiosos aparecendo, começando a gritar com a característica voz desagradável que têm sobre a superfície. Enquanto expulsavam de volta para a água o maior número possível de criaturas aquáticas, feitiços silenciadores eram lançados sobre os sereianos, mas a resistência que tinham a feitiços impedia que eles fossem calados por muito tempo.

Logo vieram os tentáculos da lula, tentando levá-los para a água. Fujiwara visivelmente tentava não ferir os seres contra quem lutava.

- Os sereianos têm tolerância ao frio?! _Perguntou Mihaita Vrajitoare ao professor oriental, enquanto usavam feitiços para repelir os projéteis e impedir o avanço das criaturas, tudo sem ferir os atacantes. Ele explicou que apesar da água do lago ser fria no inverno, nada garantia que a temperatura se mantivesse assim sob o gelo que se formaria em sua superfície. Era o que precisava saber.

- LACONA FRIGIDUS!

Apontando sua varinha para o lago que do habitual verde musgo passou, rapidamente, para a uma coloração azulada, brilhosa, rígida. Usava um feitiço de congelamento simples, com o intuito de prender os sereianos que estivessem com parte dos corpos para fora d'água, ali mesmo. Dito e feito, conseguiu segurar alguns, menos, lógico, a lula gigante que conseguia quebrar o gelo e, quanto mais se sacudia, mais o estilhaçava, por isso mesmo Mihaita precisava agir rápido. Lançou ao ar as duas garrafas e as acertou com um feitiço simples, quebrando-as no ar, espalhando o conteúdo líquido sobre as cabeças dos seres aquáticos, torcendo para sua poção tranqüilizante dar certo.

Hendrick Sollo Fox, então, decidiu ir diretamente à lula: tentaria pará-la por alguns instantes: se tivesse sorte poderia fazer com que ela voltasse para as profundezas. Seguindo os passos de seus colegas, não queria machucar nenhum daqueles seres. Chegou mais perto, o suficiente para qualquer feitiço fazer efeito na lula e segurou sua varinha:

- GLAcius!!!! - Apesar de diferente, o feitiço tinha o mesmo objetivo de congelar a criatura e paralizá-la por alguns momentos. Isso daria um pouco mais de tempo para eles pensarem no que fazer em seguida.

Enquanto todos duelavam, entretanto, um pequeno grupo de sereianos se destacou. Eles não lutavam. Na verdade, eles pareciam estar se maquiando. “Como podem se maquiar no meio de uma batalha? Será uma estratégia?”. Não, não era estratégia. Era Simpática Zimabyeva.

Simpática Zimbayeva não perdia uma oportunidade de lucrar, e fato é que a água do lago estava acabando com a pele dos sereianos. A bruxa-vendedora tratou de aproveitar a oportunidade para fazer negócios. E vendeu muito. Seu estoque de cremes para a pele se esvaiu em poucos minutos. “Tomara que não acabem com o bruxa’s calm, esses sereianos selvagens!”, pensou Anna Shoronova, enquanto transformava um de seus algozes em foca de circo.

Quando o duelo finalmente estava ficando animado, o vietnamita — ou será nepalês? — tratou de acabar com a diversão. Começou a conversar com os sereianos em um idioma que, definitivamente, Shoronova desconhecia. A professora não quis perder tempo ouvindo aquela conversa. Correu até Simpática e pediu-lhe dois comprimidos de bruxa’s calm. Ouviu da vendedora que os comprimidos haviam acabado, mas que havia uma nova versão do calmante, agora em roll-on, para aplicar diretamente nas axilas. Anna não pensou duas vezes, e besuntou suas axilas com aquele que era seu psicotrópico predileto.

E enquanto se dopava com o desodorante-calmante, eis que um dardo envenenado, vindo sabe-se-lá-de-onde, acertou Shoronova na nádega esquerda. A partir daí, Anna não se lembra mais de nada. O desodorante caiu de um lado e a professora caiu do outro, batendo fortemente a cabeça no chão...

Então, Tatsuya Fujiwara teve uma ideia.

– Sonorus! – Fujiwara apontava para a própria garganta, aumentando o volume de sua voz para que Fox, do alto, pudesse ouvi-lo tão claramente quanto as colegas em terra. – Cuidem desses grindylows e kelpies! Eu vou tentar dialogar com os sereianos!

Fujiwara sabia que os sereianos de Hogwarts entendiam inglês – a visita que fizera com o Diretor ainda lhe era bem nítida –, e por isso falou tudo aquilo em voz tão alta. Ao mesmo tempo que pedia o cessar de ataque dos colegas, que deveriam apenas se defender, avisava os sereianos que ele tentaria se aproximar para um diálogo pacífico. “Quietus,” e a voz do professor voltou ao normal.

– Immobilus! Immobilus! DOKEEEE¹ – gritava, impaciente, enquanto corria em direção ao lago. Quando estava na margem deste, reduziu o passo. Conseguia andar com certeza leveza, o que o ajudaria sobre o gelo: não sabia sua grossura, não poderia saber se a superfície o suportaria, e não tinha tempo para verificar isso magicamente. Murmurou algumas palavras, alterando a sola de seus sapatos, para não escorregar.

Quando chegou no busto congelado do rei sereiano, que estava na linha de frente, esticou uma palma em sinal de paz, e com a outra, apontou a varinha para o governante, descongelando-o.

– Mahya, ya sirohînu sudengar?<Água, ó governante dos sereianos?>

– Hâ, kardo mahanu ulîla namu sinzi hasa halioka.<Sim, mas as suas palavras não me amolecem o coração.>

Fujiwara usou a varinha para jorrar água fresca no busto do rei. O gelo ainda o prendia.

– O senhor me desculpe, mas por que nos ataca? Nós não fizemos nada contra vocês, não nos vemos desde a visita de nosso diretor, e mesmo assim, vocês enviam criaturas para nos ferir e jogam venenos contra nossa gente. Vocês atacaram nossos alunos no início do ano, e acusaram o Prof. Bassington de ter sangue negro. Eu até concordo que ele não seja uma pessoa agradável, e tem menos consideração e respeito pelos seus empregados do que têm seus subordinados de escalão mais baixo entre si, mas usar isso como desculpa para nos atacar fisicamente é ridículo!

– Mahlaratan <Ridículo?!>?! MAHLARATAN?! Mahlarat são vocês, humanos, que seguem ordens daquela criatura bestial! – gritava o rei, em um inglês carregado de sotaque, mas compreensível, sua voz tão exaltada que os bruxos em terra o ouviam claramente. – Seu diretorzinho vem trazendo desgraça para a floresta! Seu diretorzinho vem poluindo nossas águas com coisa pior do que o que vocês nos jogam pelos seus canos! Nós temos certeza que seu líder não reagiu aos ataques da forma como vocês esperariam. É claro! É como vocês dizem, ele tem culpa no cartório!

– Culpa no cartório?! O que v... O que o... O que o senhor está sugerindo?!

Logo que Fujiwara formulou sua pergunta, todos ouviram o ecoar de uma trompa, vindo de algum lugar da floresta.

– Nós vamos parar de atacá-los – disse o rei. As criaturas aquáticas em terra já se voltavam em direção ao lago congelado. Virando-se para os bruxos que observavam a retirada das criaturas perplexos, ele continuou– Mas fiquem sabendo que o líder que vocês seguem não é o que ele aparenta ser! Vocês parecem ser ignorantes no assunto, mas prestem atenção!

A guarda dos sereianos parecia estar tentando quebrar a superfície de gelo para libertar seu rei e os outros combatentes presos. Percebendo isso, Fujiwara se apressou em direção à margem para não cair na água gélida que, ficou sabendo, recebia contribuições diárias do castelo. Em terra, já não via mais ninguém. A insistência dos sereianos em relação às acusações proferidas contra o diretor era de espantar. Sabia que as criaturas não se deixavam levar por antipatias. Eles eram toscos, rudimentares, sim, mas em questão de sentimentos, eles eram muito sinceros e conscientes.

O professor dirigia seu corpo tenso e cansado em direção ao castelo, sem nem olhar a cara dos demais, que provavelmente estariam tão atordoados quanto ele. A “anti-hospitalidade” com que foram recebidos no lago meses atrás, os ataques dos sereianos e centauros... Tudo dava uma grande dor de cabeça ao professor que ainda nem havia completado um ano como docente do lugar.

***

A confusão era tamanha! E os poucos funcionários que ficaram no castelo não estavam dando conta de proteger as crianças. A professora Manuela Gouveia entrou no Castelo carregando em sua vassoura o menino Leon Redfield extremamente machucado. Mas a enfermeira Katherine Kirsten lutava tentando salvar as dezenas de crianças que ainda não tinham fugido para os corredores.

A cigana chamou dois alunos do sétimo ano e lhes entregou a criança ferida. "Levem-no para a enfermaria. E tentem levar os feridos mais graves também. Fiquem lá fazendo a proteção!"

Em seguida, pediu aos MONITORES que levassem seus colegas para a proteção dos seus salões comunais e convocou quatro vassouras, que adentraram o salão instantes depois. Entregou-as aos quatro CAPITÃES DE QUADRIBOL. "Me ajudem a afastar essas criaturas para fora do castelo! Montem!", ordenou a cigana.

Conseguiram com isso uma vantagem maior, liberarndo a enfermeira Kirsten pata a enfermaria. A srta Lovelace a acompanhou tentando levar os feridos e chutando uns gnomos no meio do caminho com muita discrição.
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E surge um lobisomem

Mensagem por Narrador em Qui Jul 23, 2009 12:50 pm

E surge um lobisomem

Aquela floresta não parecia ser o melhor lugar para um lobisomem que caiu do céu. Com a lua cheia no alto e sua transformação começando, ele começou a se debater, acertando os grossos troncos de árvores e fazendo muito barulho. Sua força aumentava de acordo com sua transformação. A pele, antes lisa, agora se enchia de pelos. Um focinho chato crescia em seu rosto, abrindo espaço para grandes e afiados caninos.

Seu joelho, dolorosamente, dobrou para trás. Seus pés, com garras afiadas, rompiam o couro da bota, enquanto as pernas rompiam suas calças. Fragmentos de panos diferentes se misturavam agora com a grama escura e úmida do chão da floresta.

Após pelos, garras e presas, chegava na parte final de sua transformação involuntária. Curvava-se para frente, tocando os membros superiores no solo, e sentia cada disco de sua coluna se realocar, cada costela crescer e mudar de lugar para proteger uma diferente configuração de órgãos.

A visão apaixonada de muitos jovens pelos lobisomens poderia mudar ao ver uma transformação como aquela. Todo o glamour e força de um lobisomem não existiam sem uma árdua e dolorosa transformação.

O novo animal agora ofegava. Árvores em volta, castigadas, arranhadas, e até derrubadas, eram testemunhas de tudo o que começaria naquela noite.

Apesar de todo o sofrimento inicial, aquilo tudo estava só começando. Olhares ofensivos vinham do interior da floresta. O lobisomem lobo percebeu, eram vários e maiores do que ele. Se curvou, numa posição defensiva, esperando para ver o que era.

Um bando de centauros furiosos disparou em sua direção, com arcos, bastões e seus próprios músculos, afugentando o lobisomem. Agora ele era um animal, com instintos, e o instinto de auto-preservação era o que falava mais alto naquele momento. Nem o animal mais idiota se colocaria no meio de tantos cascos a não ser que pudesse com eles.


***

Parecia que a situação tinha chegado ao seu limite. A instável relação com os sereianos tinha eclodido em uma guerra, e tudo porque um lobisomem estúpido resolveu brincar na floresta. “Não devia ter deixado a situação chegar a esse ponto. Mas ainda acho que essa criatura me pode ser útil!”. Todos esses pensamentos passavam pela mente do diretor de Hogwarts enquanto a águia prateada se desfazia na sua frente e dezenas de rostinhos inocentes o observavam preocupados.

Despachou os professores para a frente de batalha. Eles não gostavam de bancar os heróis? Sempre precisando se gabar de quantos monstros destruiu, quantos duelos realizou. Os aurores eram os piores. Tinham o rei na barriga. Mas Sir Arthur já tinha vivido muito, e estava cansado de lidar com escórias desse tipo.

Enquanto os pretensos heróis (o que seria do mundo sem eles?) corriam para a frente de batalha, o misterioso Sir Arthur contornava os jardins para entrar pelo outro lado da floresta. Apesar dos gritos de batalha, a floresta estava especialmente silenciosa. Nem mesmo o sussurro das criaturas mais desprezíveis eram audíveis à audição especial do diretor. Seu alvo tinha passado por ali!

Não era hora para manter máscaras, e precisava de todos os seus sentidos em alerta, se não conseguisse dominar a criatura com seus poderes, teriam que travar uma batalha a qual não estava disposto. Percorrer aquela densa floresta na escuridão seria um problema para outro bruxo, mas não para quem tinha visão noturna, olfato e audição apurados e super velocidade. Não para quem era um bruxo-vampiro secular.

As árvores pareciam borrões negros no canto dos olhos, o cheiro de terra e folhas pisoteadas inundavam as narinas. Mas era outro odor peculiar que lhe chamava a atenção. Um cheiro acre de pelo molhado e urina de cachorro. Sir Arthur franziu as narinas e rugas de asco apareceram em sua testa alva. Estava próximo. Diminuiu o ritmo. Num tronco sentiu os sulcos produzidos por garras afiadas. Pequenos seres, como tatus e ratos, estavam mortos. O sangue atiçou o instinto visceral de Arthur, mas ele conseguiu se conter.

Já podia ouvir a respiração ofegante da criatura. E seu cheiro... abominável. Só precisava se aproximar mais um pouco... alguns segundos de vantagem... apenas entrar em sua mente... A vira gira sobre o próprio corpo e encara feroz seu inimigo a frente. Seus dentes pontudos ficam à mostra num rosnado ameaçador, mas ele não avança nem recua. Não era um lobisomem qualquer, sequer era novato. Sua alma humana estava escondida em algum lugar, mas ainda assim, não era agressivo, não mais do que Sir Arthur pudesse controlar.

Minutos depois, vampiro e lobisomem, dois inimigos ancestrais, entravam na Casa dos Gritos. Era o que se podia chamar de cena rara. A criatura peluda lutava contra si mesmo. Lutava contra seu instinto de atacar e dilacerar aquele ao seu lado, mas algo, que ele não identificava, mantinha sob controle sua fúria.

Sir Arthur Bassington dirigiu-se a ele, mesmo que não pudesse compreender o que estivesse falando.
_Enquanto estiver aqui, estará protegido e não me causará mais problemas. Eu poderia matá-lo agora se quisesse, mas creio que poderá me ser útil no futuro. Espero que se lembre disso depois. Não saia daqui de forma alguma, ou não poderei protegê-lo da fúria dos centauros. Até breve.

Seu tom de voz era inexpressivo, não mais que um sussurro. Mas continha mais força que um coral de blues americano a plenos pulmões. Antes de sair, Sir Arthur arrancou um tufo de pelos da criatura, o que a fez urrar de dor, justificando o nome da casa. Ela partiu pra cima do diretor, que o expulsou com um feitiço silencioso, indo chocar-se com o outro lado do quarto, fazendo as paredes rangerem.

Sir Arthur saiu rápido da casa, aplicou alguns feitiços de proteção e desilusão na mesma. Queria conter o lobisomem, e não deixar que atacasse metade de Hogsmeade.
No caminho, na floresta, sujou-se com terra e o sangue de animais mortos. Esfregou o pelo fétido do lupino em seus braços e roupas. Rasgou-a em alguns pontos. O figurino estava pronto. Precisava agora voltar à Hogwarts e fazer seu espetáculo.

Quando já se aproximava dos limites da floresta, notou que o barulho da batalha havia diminuído. As tropas começavam a regressar para a floresta, enquanto os professores retornavam aos castelo. Sir Arthur precisou escalar uma alta árvores para sair do perímetro dos centauros.

Aguardou que todos tivessem passado, e agilmente desceu, sem fazer qualquer ruído. Retornou ao castelo pela penumbra, e quando se aproximou da porta , mudou seu caminhar, como se estivesse ferido, e seu rosto tornou-se um pouco mais piedoso, se é que isso era possível.

Adentrou o Salão Principal, que estava completamente desorganizado, com madeira estilhaçada por todos os lados. Vidraças quebradas, comida esmigalhada no chão e nas paredes. Alguns duendes nocauteados, e crianças sendo escoradas para a enfermaria. Apenas alguns poucos ainda restavam ali, a maioria parecia já ter se recolhido aos seus salões comunais.

A senhorita Lovelace tentava organizava o que sobrara e encaminhar os feridos à curandeira. Sir Arthur se aproximou dela, fingindo falando em tom confidente, mas alto o bastante para que os outros presentes pudessem ouvir.
_O problema na floresta já está resolvido, mas saí com algumas lesões. _disse mostrando os falsos ferimentos pelo corpo_ Mas o importante é que a escola já não corre mais perigo. Vou precisar falar com Sullivan sobre isso, e providenciar uma intervenção do Ministério junto ao Departamento para a Regulamentação de Criaturas Mágicas, esse ataque não vai ficar barato! Vou para meu escritório. Depois vou querer um relatório de tudo que aconteceu por aqui. Uma boa noite a todos...
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Re: Trama - Ano 2

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