GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA, ESCRITA CORRETA E DICAS PARA POSTS

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA, ESCRITA CORRETA E DICAS PARA POSTS

Mensagem por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:19 pm

Colaboração Eskarina MacOgma


Acordo Ortográfico

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995.

Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.

Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões teóricas.

Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.

O alfabeto completo passa a ser:

A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V WX Y Z


As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:

a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma),
W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kungfu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema

Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Como era - Como fica
agüentar - aguentar
argüir - arguir
bilíngüe - bilíngüe
cinqüenta - cinquenta
delinqüente - delinquente
eloqüente - eloquente
ensangüentado - ensanguentado
eqüestre - equestre
freqüente - frequente
lingüeta - lingueta
lingüiça - linguiça
qüinqüênio - quinquênio
sagüi - sagui
seqüência - sequência
seqüestro - sequestro
tranqüilo - tranqüilo


Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como era - Como fica
alcatéia - alcateia
andróide - androide
apóia (verbo apoiar) - apoia
apóio (verbo apoiar) - apoio
asteróide - asteroide
bóia - boia
celulóide - celuloide
clarabóia - claraboia
colméia - colméia
Coréia - Coreia
debilóide - debiloide
epopéia - epopeia
estóico - estoico
estréia - estreia
estréio (verbo estrear) - estreio
geléia - geleia
heróico - heroico
idéia - ideia
jibóia - jiboia
jóia - joia
odisséia - odisseia
paranóia - paranoia
paranóico - paranoico
platéia - plateia
tramóia - tramoia


Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

feiúra feiura

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.

Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica

abençôo - abençoo
crêem (verbo crer) - creem
dêem (verbo dar)- deem
dôo (verbo doar) - doo
enjôo - enjoo
lêem (verbo ler) - leem
magôo (verbo magoar) - magoo
perdôo (verbo perdoar) - perdoo
povôo (verbo povoar) - povoo
vêem (verbo ver) - veem
vôos- voos
zôo -zoo


4 Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s) / pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Como era - Como fica
Ele pára o carro. - Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. - Ele foi ao polo Norte
Ele gosta de jogar pólo. - Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tempêlos brancos. - Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. - Comi uma pera.


Atenção:

• Permanece o acento diferencial em pôde/pode.

[i]Pôde
é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.

Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

• Permanece o acento diferencial em pôr/por.

Pôr é verbo. Por é preposição.

Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).

Exemplos:

Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo:

Qual é a forma da fôrma do bolo?


Última edição por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:32 pm, editado 1 vez(es)
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Re: GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA, ESCRITA CORRETA E DICAS PARA POSTS

Mensagem por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:20 pm

5 Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.

Veja:

a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.


Exemplos:

• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.

Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):

• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen

Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como:

aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré,pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

1.Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.

Exemplos:

anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano

Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.

Exemplos:

aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco


Exceção: o prefi xo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar,cooperação, cooptar, coocupante etc.

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.

Exemplos:

anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno


Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.

Exemplos:

antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente.
Ultrassom
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Re: GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA, ESCRITA CORRETA E DICAS PARA POSTS

Mensagem por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:22 pm

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.

Exemplos:

anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infl acionário
anti-infl amatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno


6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.

Exemplos:

hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico


Atenção:

• Nos demais casos não se usa o hífen.

Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

• Com o prefi xo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.

• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.

Exemplos:

hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo


. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.

Exemplos:

além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra


9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.

Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.

Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.

Exemplos:

girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé


12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.

Exemplos:

Na cidade, conta-se que ele foi viajar.

O diretor recebeu os ex-alunos.

Resumo Emprego do hífen com prefixos

Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:

anti-higiênico, super-homem.

Outros casos

1. Prefixo terminado em vogal:

• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações

1 Com o prefi xo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.

2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este seinicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

4. Com o prefi xo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.

5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, adressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
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Re: GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA, ESCRITA CORRETA E DICAS PARA POSTS

Mensagem por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:24 pm

agradecimentos ao Professor Tatsuya Fujiwara



Pontuação


Vírgula (,)
A vírgula no interior de uma oração (frase com um verbo ou uma locução verbal) serve para:

a. Separar elementos de mesma função, ou seja, o sujeito (que executa a ação), adjuntos (que qualificam uma palavra), etc.

Poções, Feitiços, Defesa Contra as Artes das Trevas, todas matérias fascinantes!
Adiciono lesmas-chifrudas, presas de serpente em pó, urtiga seca e uma cerda de porco-espinho ao caldeirão e tenho uma Poção Cura-Furúnculos!

b. Isolar elementos de função distinta, dando ênfase.

Tatsuya Fujiwara, o professor de Poções, ensina também a língua dos sereianos como optativa. (isolando aposto)
Melhore a sua redação, rapaz! (isolando vocativo)
Aquela varinha é minha, minha! (isolando termos repetidos)
Com pressa, ele saiu correndo para as masmorras. Não queria chegar atrasado logo no primeiro dia. (isolado adjunto adverbial antecipado)

c. Separar, em datação, o nome do lugar.

Hogwarts, 02 de setembro de 2029.

d. Indicar omissão de uma palavra ou um grupo delas.

No escritório, apenas o caldeirão fumegante.
Frieza, disciplina, rigidez, um caldeirão fumegando.


A vírgula entre orações (os períodos compostos, frases com dois ou mais verbos que não formam locução verbal) serve para:

a. Separar orações, com ou sem conjunção.

Pousou o livro na mesa, sentou-se na cadeira, abriu um rolo de pergaminho, pôs-se a trabalhar. (oração sem conjunção)
O garoto tentou várias vezes, mas não conseguiu fazer sua pena levitar. (oração com conjunção)

Observação: Orações ligadas com a conjunção E não são separadas por vírgula quando o sujeito é o mesmo nas duas, mas são separadas quando os sujeitos são diferentes:

Jantei cedo e terminei a pesquisa que o Prof. Windsawn pediu. (mesmo sujeito)
Eu estou no quarto ano, e ele está no quinto. (sujeitos diferentes)

b. Isolar orações intercaladas.

“Lá vem aquele professor”, pensou a garota, desviando o olhar.

c. Isolar orações adjetivas explicativas e adverbiais.

A goles, que é uma bola vermelha, é arremessada pelos artilheiros em direção ao gol. (oração adjetiva explicativa)
Quando o apanhador captura o pomo, ganha cento e cinquenta pontos para seu time. (oração adverbial de tempo)

d. Separar orações reduzidas de infinitivo, particípio e gerúndio, quando em função adverbial.

A não ser isto, é uma boa pessoa. (reduzida de infinitivo)
Correndo, logo perdeu o fôlego. (reduzida de gerúndio)
Cansado, logo foi para a cama. (reduzida de particípio)


Ponto-e-vírgula ( ; )
Serve para:

a. Separar orações de mesma natureza em um período.

Não sabe mostrar afeto; é sempre bravo e distante.

b. Separar partes de um período, das quais uma esteja dividida por uma vírgula.

O Prof. Butler é chefe da Corvinal; o Prof. Fujiwara, da Sonserina. A Prof.ª Gouveia é chefe da Lufa-lufa; a Prof.ª MacOgma, da Grifinória.

c. Separar itens de regras, leis, decretos, etc.

Vide regras de postagem de Poções


Por que, porque, porquê, por quê?


Por que, separado e sem acento, é usado, geralmente, para perguntas ou dúvidas. Nesse caso, equivale a por qual/que motivo. É a junção da preposição por com o pronome interrogativo ou indefinido que

Por que você faltou à aula de Poções? = Por qual motivo você faltou à aula de Poções?
Não sei por que ele faltou à aula de Poções. = Não sei por que motivo ele faltou à aula de Poções.

Porque é uma conjunção (subordinativa) que indica causa, explicação ou finalidade:

Cheguei atrasado porque acordei tarde. (causa)
Estou com medo, porque vi dementadores rondando Hogsmeade. (explicação)
Decorem as classificações de ingredientes, porque passem em Poções com tranquilidade. (finalidade)

Porquê é um substantivo, que equivale a “razão”, “motivo”, etc.

Não sei o porquê de tanto ódio do Prof. Fujiwara.
Os barcos não tocaram a superfície do lago na tradicional travessia dos primeiranistas, mas eles não sabem exatamente o porquê.

Por quê é usado somente em fim de frase, com o mesmo sentido de por que. Isso porque o pronome que é sempre acentuado em tais ocasiões.

Você faltou à aula de Poções, por quê?
Ela vai transfigurar aquele copo em quê?
Você está rindo de quê?


Mal e Bem, Mau e bom


Mal e bem são advérbios, modificam verbos, adjetivos e também substantivos. Dão origem às palavras maligno/benigno, maléfico/benéfico.

Voldemort foi um bruxo do mal. Dumbledore foi um bruxo do bem.
Ela cozinha mal. Ele cozinha bem.
Estou mal humorado. Não estou bem humorado.

Mau e bom são adjetivos, e modificam substantivos. Podem ser flexionados em número (plural e singular), gênero (feminino e masculino) e grau (comparativo e superlativo).

Ele é mau. Ela é má. Eles são maus. Elas são más.
Ele é bom, ela é boa. Eles são bons, elas são boas.
Ele é pior. Ela é pior. Ele é melhor. Ela é melhor.


Última edição por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:40 pm, editado 3 vez(es)
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Re: GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA, ESCRITA CORRETA E DICAS PARA POSTS

Mensagem por Narrador em Seg Ago 24, 2009 9:35 pm

Colaboração: Jacob Bugèrrer


30 Dicas para escrever corretamente, segundo a Norma


  1. Deve-se evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
  2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
  3. Anule aliterações altamente abusivas.
  4. Não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
  5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
  6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
  7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
  8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!
  9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa m...
  10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
  11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
  12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
  13. Frases incompletas podem causar
  14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
  15. Seja mais ou menos específico.
  16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
  17. A voz passiva deve ser evitada.
  18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
  19. Quem precisa de perguntas retóricas?
  20. Conforme recomenda a A.G.O.P, evite ao máximo usar siglas desconhecidas.
  21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
  22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
  23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
  24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
  25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
  26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
  27. Seja incisivo e coerente, ou não.
  28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
  29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras! ..nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?
  30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

Fonte: Professor João Pedro, da UNICAMP.
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