Trama - Ano I

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Trama - Ano I

Mensagem por Narrador em Ter Nov 25, 2008 5:05 pm



Última edição por Narrador em Sex Fev 27, 2009 10:44 pm, editado 1 vez(es)
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BANQUETE DE ABERTURA

Mensagem por Narrador em Ter Nov 25, 2008 5:44 pm

Era noite de festa na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. No Salão Principal, todos aguardavam a chegada dos novos alunos. À mesa principal, de frente as demais, estavam os professores e funcionários da casa. Alguns já se encontravam ali, outros ainda deveriam estar resolvendo pendências em seus escritórios, ou passando mais um pouco de loção de gerânio para melhorar a pele e ganhar um aroma agradável. Os que já se encontravam sentados, trocavam informações ou comentavam sobre suas férias, pois muitos ali eram novos na escola assim como o diretor, Sir Arthur Bassington, influente político dentro e fora do mundo bruxo, que assumia agora o cargo de diretor no lugar do simpático Edmond Sullivan.

Neste momento, Sir Bassington resolvia os últimos detalhes em seu gabinete com a vice-diretora e também chefe da Grifinória, Eskarina MacOgma. Assim que o guarda-caças, Mathew McQueen chegasse com as crianças da travessia de barcos, ela os traria para o Salão, para serem recepcionados pelo Chapéu Seletor.

Este ano, o corpo docente era formado por velhos conhecidos e rostos novos, são eles: Manuela Gouveia (Adivinhação), Eskarina MacOgma (Defesa Contra as Artes das Trevas e Chefe da Grifinória), Ram Bonjam (Feitiços e Chefe da Corvinal), Anna Shoronova (História da Magia e Chefe da Sonserina), Charlie Windsawn (Herbologia), Ayubu Daktari (Poções), Aida Valker (Runas Antigas e Chefe da Lufa-lufa), Helena Chevalier (Trato das Criaturas Mágicas), Ernest Butler (Transfiguração) e Andy Murray (Vôo).

Além deles, outros convidados iriam compor a mesa, Elizabeth Lovelace e Fiona McStarling, representantes do Ministério da Magia, Mathew McQueen e Jane Beresford, guarda-caças e enfermeira de Hogwarts. Não se espantem se virem alguns fantasmas por aí, eles fazem parte também da nossa história, mas cuidado com uma gorduchinha com um pernil a tira-colo, ela pode querer a sua comida!

Todos muito ansiosos pelos novatos que estavam para chegar! Logo, logo estariam entrando por aquela imensa porta, com suas carinhas assustadas e seus corpinhos miúdos. Será que estariam preparados para ouvir os conselhos do sábio Chapéu Seletor?

A noite foi de grandes emoções! A emoção de uma dezena de crianças ao chegarem a um castelo mágico. A emoção de se ver uma fantasma, mesmo em sua total forma ectoplásmica, ainda manter vícios e resquícios de sua personalidade humana, o pecado da gula. Extravasar os impulsos infantis numa saudável guerra de comida. Enfim, reencontrar amigos e companheiros de trabalho. Por mais um ano, todos eles estarão juntos no dia a dia, e muito mais emoções estarão por vir.
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DIA DAS BRUXAS

Mensagem por Narrador em Ter Nov 25, 2008 6:00 pm

As crianças haviam acordado especialmente animadas naquele dia, não só por ser o último dia da semana, e terem dois dias inteiros de descanso para brincarem na beira do lago ou nos jardins, mas porque aquele era o dia mais especial do ano, o Dia das Bruxas.

A decoração característica já começava a ser notada por todo o castelo. O guarda-caças McQueen conseguira colher uma bela safra de abóboras este ano, que iriam completar o cardápio e a decoração no grande banquete de logo mais a noite.

Para tornar ainda mais especial, o banquete deveria ser a caráter, isto é, todos os alunos, professores e funcionários, deveriam deixar seus uniformes de lado e virem vestidos o mais “bruxos” possíveis, como diriam os trouxas.

Pelos corredores, alunas animadas trocavam risinhos sobre os rapazes que encontrariam mais tarde, enquanto os alunos do primeiro e segundo ano contabilizavam quantos litros de suco de abóbora conseguiriam beber de uma só vez. Os professores não ficavam para trás, e as senhoritas MacOgma e Gouveia foram vistas pelas redondezas da cozinha trocando receitas especiais para a festa. A senhorita Chevalier também não ficou de fora, prometendo uma apresentação especial. Será que teremos a presença de criaturas sinistras nessa noite?

Com uma animação característica das crianças, a balbúrdia no salão era total. Mas o show de encanto e originalidade não ficava apenas por conta deles, pois os professores chamavam a atenção com luxo e maestria. Nem mesmo os funcionários deixaram de participar, contanto pela primeira vez com a presença de elfos, transitando "livremente" amoitados em cortinas.

Mas a noite estava recheada de surpresas, e a primeira delas foi a volta tão aguardada do chefe da Corvinal, Ram Bonjam, figura carismática, mas um tanto deslocado na multidão. Que segredos ele terá trazido de sua longa e distante viagem?

Mas não apenas de intrigas e mistérios era feita a festa, e o coral de alunos e sapos cantores deram lugar a uma vitrola encantada que tocava os maiores "hits" das rádios bruxas, intercaladas com canções que marcaram gerações.
Ninguém entendeu muito bem quando duas garotinhas foram vistas perto do equipamento musical e em seguida uma música muito bela, porém triste, ocupou todo o salão. Imediatamente os olhares se voltaram para o casal de professores, MacOgma e Butler, que pareciam mais deslocados do que a música. Eram a sensação da pista de dança.

Após longos minutos de dança, música, rodopios compartilhados, suspiros e olhares trocados, chegava ao fim mais um momento do banquete. Essa festa que adentrava a suave noite, imperceptível, tamanha as emoções vividas por humanos, elfos e criaturas aladas. Não demorou muito e a professora de Trato das Criaturas Mágicas, acompanhada por seu fiel escudeiro, o guarda-caças, adentraram o Salão com algo misterioso escondido. Com certeza tratava-se da surpresa programada da noite.
O Zelador Nathaniel retirou o último disco da vitrola encantada e a Srta. Chevalier ocupou o centro do Salão, e todos os olhares se voltaram a ela.

Um estonteante show com os Caranguejos-de-Fogo (Fire Crabs), criaturas mágicas da distantes ilhas Fiji, trazidas especialmente para Hogwarts nessa noite pela professora , extasiava a todos. Fora uma apresentação e tanto! E o toque final com o símbolo da escola ardendo magicamente no chão do assoalho mantinha alguns olhares ainda hipnotizados.

As chamas das velas flutuantes voltaram a se acender a um comando do diretor que chegara há pouco no salão, ainda em tempo de fazer seu encerramento. Ao verem sua figura imponente de volta a coordenar a casa, alguns se sentiram mais seguros, outros o ignoraram, ou sequer o viram entrar, causando grande efeito quando sua voz soou no Salão, apreendendo as atenções.

Chegava ao fim uma grande festa de Dia das Bruxas e agora todos seguiriam tranqüilamente para seus salões comunais e aposentos, pois amanhã tudo voltaria ao normal com mais uma semana de aulas. Será mesmo?

Os alunos já se levantavam novamente causando aquela agitação e barulho com arrastar de bancos, falatórios, gritos perdidos de monitores afobados tentando conter o entusiasmo dos pequenos. Professores cansados demais para ralhar com a bagunça, e morcegos frenéticos que não paravam de esvoaçar entre as cabeças de todos.

Quando de repente, pela segunda vez naquela noite, as luzes se apagaram. Mas desta vez acompanhadas pela explosão seca das abóboras suspensas, que continham as velas mágicas, com seus pedaços e sumos caindo em cima de todos os presentes. Um novo caos se instalou no local, com a gritaria generalizada. Será que fora um erro do feitiço, a validade vencera?

Novamente a voz poderosa do diretor sobressaiu-se, graças ao feitiço “Sonorus”, pedindo silêncio e aquietando a todos. Mas uma voz em seguida se fez ouvir, e não vinha de nenhum dos presentes da mesa dos professores, ou sequer dos alunos.

Ela era misteriosa e densa, ao mesmo tempo que irônica, e suas características se acentuavam em meio à escuridão:
_Boa noite, insignificantes dejetos de bruxo. Acham que se divertiram hoje? Pois a minha diversão está apenas começando! _ ouviu-se seguido de uma risada. Os professores tomaram a frente em meio à escuridão, sacando suas varinhas e murmurando “Lumus” em conjunto. Os focos de luz rodavam o salão, atingindo apenas rostos infantis amedrontados. Alguns ainda acreditavam ser uma brincadeira da escola. Mas a ameaça seguinte tirou as dúvidas.

A voz prosseguiu:
_O que me pertence virei buscar! Em todos os lugares poderei estar! Não ousem tentar me encontrar ou um fim tenebroso poderão achar! _uma gargalhada poderosa e sinistra ecoou pelo salão silencioso, que assim permaneceu por alguns segundos, antes de explodir novamente em gritos, agora não mais de alívio, mas de desespero.

O professor de transfiguração consegue encantar algumas velas e re-iluminar parcialmente o salão, os chefes de casa se dirigem a mesa de seus alunos. Os outros professores ficam em posição de ataque. O guarda-caças manda os dois pássaros, Draven e Wayne, vistoriarem o lado externo.

Novamente o diretor chama a atenção de todos! Sua face transmite uma serenidade inquietante que desconcerta a todos. Consegue fechar o banquete como se aquele último ato fizesse parte da festa. Aquelas palavras rotineiras e ditas com tamanha naturalidade teria acalmado o mais inquieto dos corações, mas a situação era por demais atípica para ser crível. Mesmo assim, os alunos se aglutinaram por suas casas, e seguiram rumo aos seus dormitórios, exceto os da Corvinal, que, retardatários, presenciaram a cena a seguir.

Uma pálida Senhorita Lovelace debruçava-se sobre um corpo desfalecido com o rosto mergulhado sobre uma mesa infestada de pedaços de abóboras explodidas. O pequeno Ram Bonjam jazia inerte. Todos correram ao apelo da agente ministerial, que sacudia um lenço rosa perfumado e bordado com flores na face do indiano, sem surtir efeito.

A enfermeira, senhorita Beresford, se adiantou a todos e examinou rapidamente o enfermo. Ainda tinha pulso, não parecia ter sido estuporado. Os lábios brancos e ressequidos informaram-lhe que ele havia sido envenenado!

Imediatamente, o diretor instruiu o professor Butler a levar os alunos da Corvinal dali. O corpo foi removido para a enfermaria, mas após as tentativas infrutíferas da experiente enfermeira, chegaram a conclusão lógica de que ele deveria ser encaminhado ao Saint Mungus. Imediatamente uma carta foi despachada ao curandeiro-chefe, senhor James MacOgma, velho conhecido do diretor Sir Bassington e pai da vice-diretora Eskarina.

Grandes mudanças estavam para atingir toda a escola.
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DIA DAS BRUXAS II

Mensagem por Narrador em Sex Fev 27, 2009 8:45 pm

HQ a postar
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GINCANA

Mensagem por Narrador em Sex Fev 27, 2009 9:06 pm

Em decorrência dos últimos acontecimentos, o diretor Sir Arthur Bassington encontra-se numa delicada situação. A mando do Primeiro Ministro da Magia, Edmond Sullivan, recebe no castelo o auror Thomas Miller para investigar o assassinato do professor de Vôo, Andy Murray e o envenenamento do professor Ram Bonjam. Mas suas atitudes sempre calmas e decididas dão vazão através de uma proposta pouco usual.

Sir Arthur Bassington ocupou seu lugar na mesa central do Salão Principal, cumprimentou os professores presentes, e delicadamente, retiniu com uma colher de prata a taça que lhe era destinada. Foi o suficiente para ter a atenção de todos. Ele era uma figura magnética.

_ Bom dia, caros alunos. Apesar de todo o ocorrido durante esse funesto final de semana, que sabemos ser segredo de estado, logo, não há porque negar, pois todos já devem saber o que aconteceu. Venho lhes informar nossas providências para o futuro. _ agora as crianças já haviam largado suas colheres e taças e viravam-se hipnotizadas para a frente. A voz do diretor continuou calma e profunda, sempre impactante:

_ A pedido da família de nosso caro professor Murray, seu velório e enterro serão realizados em sua propriedade. Eles agradecem os desejos de pêsames e compartilham sua dor conosco. Nosso querido Professor Bonjam encontra-se no St. Mungus sob os melhores cuidados que poderia ter, e qualquer melhora em seu estado, serão imediatamente informados. _disse isso dirigindo-se especialmente aos alunos da Corvinal, que agora passaram a ser chefiados pelo Professor de Transfiguração, Ernest Butler. _ Mas tenho boas notícias, dois novos professores chegarão em breve. Ainda esta semana, em tempo para as aulas, espero que acolham com carinho a nova professora de Feitiços, Mihaita Vrajitoare. E em breve, o novo professor de Vôo, Hendrick Sollo Fox. Ele, infelizmente, não chegará a tempo para a próxima aula, mas terão um professor a altura para substituí-lo até lá. _ele fez uma pausa para que as crianças recebessem as notícias, comemorando a volta da aula de vôo, e depois continuou.

_Que bom que ficam felizes. Tenho mais uma notícia a dar. A partir de hoje, estarão abertas as inscrições para uma gincana escolar! Queremos que todos façam parte da história de nossa escola, então, itens especiais serão distribuídos pelo castelo, e vocês precisarão descobrir que itens são esses. Não adianta achar qualquer cabeça de alfinete, é preciso ter uma boa justificativa para ele ser especial. Procurem seus chefes de casa para maiores informações e inscrições dos times. Eles os auxiliarão no que for mais necessário. Por hora é só, divirtam-se!

E ao dizer isso, retirou-se do salão, sem sequer tocar em nenhuma comida. As crianças voltaram ao seu alvoroço habitual, agora discutindo os times e as regras da gincana. Arthur sorriu por dentro, satisfeito com seu trabalho. Seria divertido vê-los procurarem por todo o castelo por pistas que desconheciam saber tratarem-se dessa terrível trama de assassinato.

Os alunos se reuniram em seis times, eram eles: Grifos, Magic Jedi Knight, Little Butterfly's, As Testrálias, Os Texugos, Quimera. Durante alguns meses, passaram por desafios extremos de lógica e coragem, sem falar na boa dose de sorte. As pistas encontradas foram de grande valia, e com elas podemos concluir que o vilão seguiu o professor Ram Bonjam desde a Índia, em busca do pergaminho sagrado que ele trazia. É um homem poderoso, capaz de ter aliados como trasgos e duendes, dispostos a matar se necessário fosse. Seu objetivo, a busca pela Imortalidade, parecia não medir esforços, submetendo até mesmo os elfos do castelo á Maldição Imperius!

As equipes vencedoras foram
1° lugar: Grifos (3 pistas encontradas, com um total de 90 pontos)
2º lugar: As Testrálias (3 pistas encontradas, com um total de 40 pontos)
3º lugar: Os Texugos (2 pistas encontradas, com um total de 40 pontos)
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Amistoso - Quadribol

Mensagem por Narrador em Sab Fev 28, 2009 12:47 am

Fazia uma bela manhã de verão! O sol brilhava quente num céu limpo, sem nuvens.
As arquibancadas do campo de quadribol já estavam lotadas por alunos, professores, funcionários e convidados especiais. Excepcionalmente hoje, as flâmulas de cada casa foram substituídas pela bandeira da escola, onde um leão, uma serpente, uma águia e um texugo conviviam bravos e corajosos, tremulando sob a suave brisa.

A idéia desse jogo amistoso tinha sido excelente e serviria perfeitamente aos negócios de Sir Arthur Bassington, trazendo visibilidade para seu cargo. Tudo corria como o planejado.
O diretor de Hogwarts estava sentado na tribuna de honra, especialmente montada para ele. A seu lado direito estava a vice-diretora Eskarina MacOgma, um pouco a contragosto, e do seu lado esquerda, a senhorita Elizabeth Lovelace. Outros convidados estavam presentes como o auror Thomas Miller e alguns professores.

A animação dos alunos era generalizada. Como a partida precederia a final do campeonato entre Sonserina e Corvinal , todos estavam presentes para assistir. Mas o alvoroço maior era pela presença da estrela alemã, Timo Kruger.

_Bom dia, caros habitantes de Hogwarts! _anunciou o diretor para todo o campo_ É numa manhã como a de hoje que podemos observar a destreza de futuros azes voadores, quiçá campeões como o que temos aqui presente! Hogwarts dá as boas vindas à colaboração e a amizade. Que esta partida torne-se símbolo de um excelente trabalho em conjunto que está sendo realizado!
Senhores e senhores, que se inicie o jogo!


As arquibancadas gritaram ao verem quatorze vassouras montadas adentrarem o campo, circulando toda a sua extensão. Os dois times hoje não tinham a cor de duas casas, mas de toda a escola. O time liderado por Kruger vestia trajes ocre, enquanto que o time da professora Valker, eram vinho. Agora o apito estava nas mãos do professor Sollo Fox, que comandaria o jogo.

A partida de Quadribol estava disputada. Ambos os times lutavam por um placar apertado, compensando a inexperiência com talento. Enquanto os olhos de todos estavam no jogo, e os dos jogadores estavam nas bolas e aros, a mente de um ser cruel e imperioso arquitetava seu próximo passo. Seu plano tinha fluido sem muitas dificuldades até então. Tivera um contratempo com o indiano centenário, precisando afastá-lo do caminho. Mas, com isso, perdeu a chance de conseguir seu valioso pergaminho.

Não foi fácil, mas finalmente o conseguira! Nada como a “ajuda” das pessoas certas para se atingir seus objetivos. Um elfo rebelde, um funcionário ou outro de segundo escalão, uma maldiçãozinha Imperius aqui outra acolá, e o exercício do poder o colocavam onde sempre quis, no controle total da situação.

A partida amistosa de Quadribol foi um golpe de sorte com o qual não contava! Era o cenário perfeito para conseguir as últimas peças que faltavam! No meio da torcida, podia ter uma visão perfeita de tudo que acontecia, faltava pouco para o “show”.

Colocou discretamente a mão sobre o lado esquerdo das vestes, e pode sentir, sob o tecido de sua túnica o precioso papel que lhe daria a fórmula mágica que ele buscava há séculos!
Mecanicamente soltava comentários de satisfação ou tristeza, de acordo com a reação das pessoas a sua volta.
“Esses infelizes estão se machucando demais! Será que são incapazes de se manterem sobre uma vassoura e desviar-se de um balaço? Desse jeito ainda acabarão interrompendo o jogo antes da hora....”, maquinava em sua cabeça os pensamentos ardilosos.

No campo, uma busca acirrada por um pomo de ouro não chegava ao fim, enquanto os aros eram pouco violados. Quando uma nuvem cobriu o sol, projetando sua sombra sobre os gramados, algo estranho aconteceu, e ele abriu um sorriso que fez seus olhos brilharem, estava na hora.

Os dois aros laterais de cada lado do campo se transfiguraram em quatro criaturas malignas e aterrorizantes! Os goleiros foram pegos totalmente de surpresa! Nas arquibancadas, os alunos gritavam e ovacionavam achando que aquilo fazia parte do show... ledo engano. Após se transfigurarem completamente, elas partiram em quatro direções distintas, como num balé arquitetado com requinte!



Uma seguiu para o centro do campo, visando as crianças que ali estavam, não sabendo se continuavam ou não o jogo! O professor Fox imediatamente apitou o término do jogo, e vigorosamente mandou que evacuassem o campo, tentando postar-se entre a criatura e os jogadores. Assim que se recuperaram, a professora Aida Valker e Timo Krüger se uniram a ele.

Num lado das arquibancadas, outra criatura avançava aterrorizando os alunos! Os professores Ernest Butler e Manuela Gouveia, entre alunos da Lufa-lufa, sacaram suas varinhas em direção ao monstro. No lado oposto, a professora Mihaita Vrajitoare enfrentava outra criatura com a ajuda de alguns pais bruxos que assistiam a partida.

A quarta criatura se dirigiu a Tribuna especial, justamente o local com maior concentração de professores e o diretor de Hogwarts!

Uma batalha desigual se seguiu, com os professores e aliados lutando bravamente para manter os alunos a salvo, mas uma a uma, as frentes de batalha foram perecendo. Os monstros, deixaram muitos feridos e voltaram para proteger o campo de Quadribol, pois ali estava a batalha principal.

No céu, um dragão furioso atacava e defendia-se das tentativas de alunos, professores e funcionários. Muitos iam caindo machucados. Apenas alguns bravos resistiam sobre as vassouras. Sua visão estava turva devido aos feitiços “Conjunctivus” e ele sacudia violentamente sua cauda. Então deu um rasante até o chão e lançou um jato de fogo, queimando o gramado e fazendo uma cratera circular protegida pelo fogo. As labaredas subiam a uns 8 metros de altura. Os valentes e jovens jogadores de Quadribol não pareciam querer desistir da luta. O dragão alçou vôo novamente e foi em direção a sonserina Kassandra Kennel, conseguindo agarrá-la e prendê-la em suas garras. Timo tentava coordenar um novo ataque, mas o dragão esquivou-se e conseguir jogar a menina dentro do círculo de fogo.

Ergueu suas poderosas asas sobre o cárcere, tendo ao fundo o castelo, antes local de conforto e segurança, e agora apenas uma lembrança distante. De repente, Fiona McStarling apareceu no campo para dar um reforço, atacando o dragão enquanto Fox atendia aos alunos no chão. A agente do Ministério não perdia tempo, e sem rodeios, lançou-se para o ataque com um “Immobilus” direcionado às asas da criatura, que paralisaram momentaneamente. Ele começou a perder altitude. As crianças que ainda sobrevoavam a criatura tentando ajudar no ataque, conseguiram escapar antes de serem atingidas pelo monte de toneladas.

Mas a corvinalense Anny Blackmoon não escapou a tempo, e o dragão, ainda em queda livre, agarrou-a com sua garra esquerda, e instantes depois recuperou seu movimento nas asas, conseguindo re-equilibrar-se num voleio majestoso. Ele continuou voando em direção ao gramado, e deixou a menina dentro do círculo, junto a Kassandra.

Realmente em condições normais, um aluno do 1º ano não teria conseguido um feitiço “Incarcerous” tão poderoso, mas o ser humano é capaz de feitos incríveis quando fora de seu estado emocional dito normal. As cordas saíram da ponta da varinha da menina e circundaram o pescoço do monstro.

Elas estavam firmes ali, mas não o suficiente para estrangular uma couraça daquelas. O dragão aproveitou-se do elo, e apenas jogou sua cabeça para trás. Seu pescoço funcionou como uma alavanca puxando a menina para junto de si.Quando o feitiço acabou, segundos depois, e as cordas já haviam se desvinculado da varinha de Annelise Antoine, a menina já estava presa nas garras do dragão!

Os últimos alunos no céu paralisaram em suas vassouras. Perguntavam-se quantos colegas mais perderiam para aquele monstro. A resposta veio em seguida, quando o dragão não desceu para o campo para deixar a menina grifinória. Ele voou em direção aos três restantes, rugiu alto e puderam sentir seu hálito quente. A menina lufana Juh Guerts tremia sobre sua vassoura se perguntando porque ainda não tinha desistido daquilo, e nesse tempo de reflexão, sentiu garras fortes e afiadas circundarem seu corpo.

O dragão desceu com as duas em suas patas dianteiras, planou sobre o círculo de fogo, e com as patas inferiores agarrou novamente as alunas Blackmoon e Kennel. No mesmo instante, o auror Miller tentou uma reação, mas foi fortemente coagido por três monstros mitológicos. Aquele de pele arroxeada desembainhou sua cimitarra e a brandiu na frente do auror, em movimentos rápidos fazendo-o recuar. Eles garantiriam a fuga do dragão que agora voava a toda velocidade para a Floresta Proibida!

Aida Valker resgatava os últimos alunos remanescentes. Agora eles precisavam enviar os feridos imediatamente para a enfermaria. Em Hogsmeade, chegava uma preciosa ajuda vinda do St. Mungus. Grupos de busca deveriam ser organizados para resgatarem as crianças das mãos desse satânico vilão.


Última edição por Narrador em Sab Fev 28, 2009 1:02 am, editado 1 vez(es)
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Ritual nas Ruínas

Mensagem por Narrador em Sab Fev 28, 2009 12:57 am

Tudo havia ocorrido como planejado! Os monstros tinham dado não apenas a distração, mas colocaram fora de combate, praticamente todo o corpo docente. Bassington aguardava sua “encomenda” pacientemente no centro da velha ruína na floresta proibida. Ali, tudo já estava preparado. Ele removera os destroços da velha cabana queimada, e o que revelou foi um altar druida. Em seu entorno, estranhas runas estavam incrustadas. Assemelhavam-se ao código que descobrira. Fora uma ótima idéia propor a gincana e colocar as crianças para descobrirem os segredos. Levaria anos para passar um pente fino naquele castelo, e elas tinham conseguido fazer em meses.

Durante anos vinha procurando no lugar errado, os “objetos” errados, mas o pergaminho que Bonjam trouxera finalmente revelou o que tanto queria! Como aqueles monges poderiam ter a fórmula de um bem tão precioso para uma criatura como ele? Ele que vivia através de eras, séculos, milênios, como uma praga, aterrorizando a humanidade, tendo que conviver com sua debilidade e ignorância. Felizmente, há quase dois séculos conseguira se infiltrar na sociedade bruxa, e disfarçar seus poderes como “mago”. Sua influência e fortuna ajudaram a manter as pessoas nos seus lugares, calar e fazer falar quando necessário.

Mas ele ainda precisava descobrir um modo de sobreviver sem sangue! Esse era o Santo Graal de toda a sua espécie! E finalmente, ele o teria! Nada de sangue animal ou artificial. Os japoneses eram mestres nisso, realmente as cápsulas de sangue artificial eram eficientes, mas ainda assim incômodas.... ele era eterno, mas não queria mais ser um ser faminto....

Ao longe viu a criatura alada contornar a copa das árvores. Ele sorriu e sentiu, como há séculos não sentia, um frio em seu estômago.
_Chegou a hora. _disse firmemente.

Jane Beresford assentiu mecanicamente e traçou um círculo mágico. Era estranho ver a velha enfermeira ali, fora de seu habitat, com seu uniforme branco impecável e seus óculos refletindo a luz do luar. Com sua varinha, re-alinhou as runas do círculo, de forma que sua disposição fosse essa:


Seus olhos estavam opacos e fixos no horizonte. O reflexo de uma marionete. Era o preço por se ouvir demais atrás das portas. Mas Bassington não queria correr o risco de testemunhas, então, aplicou sobre a enfermeira a maldição Imperius. Caso descobrissem sobre ele essa noite, poderia incriminar a enfermeira e ela não se lembraria de nada.

O círculo estava pronto. Sir Arthur tomou posição e segundos depois, o grande dragão pousou, no centro do círculo. Com sua varinha, prendeu as quatro Escolhidas em pilares de pedra em volta do círculo, e sobre suas bocas, quatro mordaças se fecharam. Beresford recolheu as quatro varinhas. Ele não permitiria interrupções inoportunas.

Então, fechou os olhos e ergueu sua mão esquerda, e na sua palma, uma lua crescente surgiu queimando com uma luz prateada. Parecia nesse momento extremamente jovem, seus cabelos estavam curtos, mas sua expressão séria era a mesma que as crianças estavam acostumadas a ver no Salão Principal. Nesse momento o dragão se ergueu do chão, não graças a suas asas, que estavam imóveis, mas flutuando, pelo poder de Arthur.
_Pelo poder de Azi Dahaka, aquele que aterrorizava os homens,
drakon filho de Tiamat, traga-me o tesouro esperado!
Aquele que foi derrotado por Siegfried, venha Fafnir!
Dê-me seu coração, o qual será ofertado hoje neste ritual!


Esferas luminosas envolveram o dragão flutuante. Ele começou a se encolher, até tornar-se uma trouxa enroscada sobre o chão. De lá ergueu um homem, um pouco disforme, com um tamanho avantajado, segurando uma espada, a famosa Gram! Bassington a tomou em suas mãos e cravou no peito do ser a sua frente.
_Tomo seu sangue como meu, para tornar-me eterno!

Jane Beresford, a seu lado, recolhia o liquido viscoso e frio, pois era o sangue de um réptil, em um recipiente. As crianças olhavam horrorizadas, sem poderem gritar ou se libertar.

_Convoco aquele que é capaz de conjurar e configurar os mais impressionantes e incontestáveis destinos, o senhor do tempo e do espaço, que traga a mim os quatro elementos das Escolhidas por este que deseja ser imortal, livre de qualquer vínculo com o sangue viscoso, vil e virulento.

Então, o tempo pareceu parar e flocos como de neve, mas que não tinham nem temperatura nem sabor, apenas existiam, começaram a flutuar, até que todo o ar tivesse se enchido dele. Do corpo decrépito daquele que já fora um dragão, surgiu um ser de olhos profundos e vermelhos, e seis braços saíam de sua túnica. Nem mesmo o vento atrevia-se a se mexer.

Sua voz era gutural, profunda, mas extremamente baixa e clara, como se sussurrasse ao pé de seu ouvido, dando-lhe calafrios. Parecia sentir um prazer enorme na desgraça alheia.
_Siiiimmmm. Quatro esferas lhe dou para com elas encontrar o elixir eterno de que nenhum sangue jamais irá precisar.

E de seus quatro membros superiores, quatro esferas de vidro surgiram, ele as enviou, flutuando, até Bassington, o rodearam, e depois postaram-se na frente de cada uma das meninas, a quem ele chamava de Escolhidas.

Arthur se virou para cada uma delas, e uma a uma, com sua varinha, retirou algo precioso, que as tornavam únicas.
_Kassandra Kennel, de ti retiro seu sangue puro, e sua maior ligação com seus pais, a quem tem verdadeiro amor e devoção.
Annelise Antoine, de ti retiro sua energia, sua coragem, através de seu cabelo, que simboliza a juba do leão, de onde vem sua energia, coragem, força.
Juh Guerts, retiro sua mais preciosa lembrança de seus amigos, que representam seu carinho, companheirismo, afeto, dedicação.
E Anny Blackmoon, retiro sua memória, que simboliza sua inteligência.


Kennel sentiu sua pele cortar, e seu sangue ser transferido para dentro de sua esfera. O mesmo aconteceu com as demais, parte do cabelo de Antoine foi cortado e transferido. Mas Guerts e Blackmoon não resistiram a investida psíquica e desacordaram, enquanto uma névoa rosa e azul brilhavam dentro de suas respectivas esferas.

_Senhor do tempo e do espaço, lhe ofereço esses quatro elementos, peças chaves e raras, fundamentos da sociedade bruxa, enaltecidos pela inocência dessas crianças, junto ao sangue de Fafnir. Conceda a este mestre dos vampiros o elixir da imortalidade.

Os flocos começaram então a se mover, juntamente com as esferas e o frasco, em torno da criatura de multi-membros. Um redemoinho se fez, atraindo para si, tudo e todos a sua volta. No último instante, Sir Arthur expulsou Beresford do círculo de energia. Ele e as crianças foram engolidos pela magia e desapareceram sem deixar rastro.

Talvez horas tenham se passado, talvez tenham sido apenas poucos minutos quando a enfermeira de Hogwarts acordou, e viu um grupo de bruxos decididos caminhando em sua direção. Nenhum vestígio parecia demonstrar que um perigoso ritual acabara de ser realizado, apenas a memória dos presentes poderia registrar, mas a memória é um bem frágil.

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